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O governo
da Dona Maria

Tiradentes morreu na forca por ter se rebelado contra o quinto (20%). Era o que representava a extorsão da coroa portuguesa sobre a antiga colônia. Hoje, pagamos dois quintos e meio. O Estado gastador e perdulário está voltado para dentro de si. A velha política se acostumou a olhar apenas para as corporações. Essa gente tem a caneta na mão submete os geradores de riqueza (todos nós).

Quero fazer do Brasil o governo da dona Maria. Este era o nome carinhoso da maior autoridade da Riachuelo, a cliente. É aquela pessoa que sempre teve o poder de demitir ou promover qualquer um de nós. Em algumas reuniões de diretoria, eu saía muitas vezes da minha cadeira da cabeceira da mesa. Isso acontecia quando eu percebia que falavam algumas coisas só para agradar a mim, o chefe

Então, apontava para a cadeira vazia e lembrava a todos: Esta é a nossa patroa. É ela a autoridade dessa empresa e é para ela que trabalhamos. Se o cliente estivesse verdadeiramente no alvo de nosso propósito, daí sim a empresa iria ter sucesso. Os acionistas teriam os seus dividendos, os funcionários melhores condições e vendedores, as suas comissões. Não se poderia perder o foco de o porquê de a empresa existir.

Por que o Estado não é assim? A Dona Maria do Estado brasileiro (isto vale para União, estados e municípios) são os alunos da rede pública, os pacientes dos hospitais que não têm remédios básicos e moradores que precisam de seguranças nas ruas. Esta será a grande novidade da vida pública. O Estado tem que servir as suas donas marias. Isto é óbvio. Mas nunca foi feito verdadeiramente. É a Dona Maria quem tem de estar na cabeceira de uma reunião ministerial.

A nossa arma é o nosso voto. Temos de exigir que o Estado brasileiro não seja mais essa corte, isolada em Brasília e que nos vê como súditos. Não podemos mais ser patrocinadores da gigantesca farra estatal. Nós, o povo brasileiro, somos os reais patrões do Estado.

Esta eleição será a mais importante da nossa história. Temos de dar uma virada de página e iniciarmos um novo capítulo da vida do nosso país. Não somos mais eleitores de pires na mão, refém de uma suposta caridade estatal. O eleitor-cidadão começou a descobrir a cidadania tributária. Ele sabe a relação custo-benefício dos serviços.

A primazia das donas marias é forma de dar propósito ao Estado. O propósito de servir verdadeiramente. Sem exagero, a Dona Maria representa nosso projeto de país. É o Estado voltando a ser servidor, parando de atrapalhar empreendedores e permitindo a geração de riqueza, para que todos ganhem.

Estou convicto que o país da Dona Maria, do ganha-ganha, está a um voto de distância. Todos estão convocados para fazer essa diferença. Não apenas na eleição, mas em toda a História.

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