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Os dois
icebergs

O Brasil é um imenso Titanic. Essa grande embarcação de mais de 8,5 de quilômetros quadrados, 207 milhões de habitantes, um PIB de R$ 6,6 trilhões. Além disso, é uma potência agrícola e tem a maior reserva de água potável do mundo. Nosso transatlântico parece imbatível.

Só parece. A bordo também estão quase 14 milhões de desempregados, 61 mil homicídios por ano e uma burocracia tóxica que tira toda a força das nossas fornalhas. Ainda assim, parte da tripulação não se rende e tenta colocar esse navio a todo vapor.

Ao contrário da história do Titanic, não há apenas um iceberg em nosso caminho. O Brasil tem dois icebergs para desviar. Eles têm nome e sobrenome. Porém, mais do que isso, representam duas visões de mundo equivocadas: a extrema-direita e a extrema-esquerda.

As duas representam o atraso e um risco à democracia. No caso da direita, é importante lembrar que não precisamos tirar os militares de suas funções para voltar a governar. Isso não deu certo. Precisamos, sim, prestigiar as nossas forças de segurança para que façam muito bem o seu trabalho. Da mesma forma, a defesa nacional precisa ser muito melhor equipada e planejada. Não há gestão de segurança pública sem uma proteção as nossas fronteiras terrestres e marítimas, além do nosso espaço aéreo.

Na esquerda, está a quadrilha criminosa que governou o país por 13 anos, junto com suas linhas auxiliares. Se o problema da direita é o passado tenebroso, o da esquerda é o futuro apocalíptico. Em outras palavras, podemos ver o Brasil como uma imensa Venezuela na mão dessas pessoas. Por onde passa, o socialismo deixa um rastro de morte e miséria. Foi o que vimos no nosso país vizinho. Não precisamos pagar para ver.

Por incrível que pareça, esses dois icebergs ainda atraem a simpatia das pessoas. E o nosso Titanic verde-e-amarelo pode, sim, afundar se optar por um deles. Não é exagero. Uma corrente política que defenda o livre mercado, democracia, instituições sólidas, o protagonismo do indivíduo e das famílias pode ser melhor rota para finalmente levar esse transatlântico por águas mais seguras. E ganharmos um oceano de prosperidade.

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