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Quem está com
a verdade?

O Facebook voltou a estar na berlinda. A mídia social promete uma cruzada contra as famigeradas fake news. Para isso, estabeleceu parcerias com agências de checagem de informação. Aí é que temos um problema a discutir. Como confiar nessas agências?

Já recebi informações de que boa parte dos integrantes dessas empresas é constituída de indivíduos de esquerda ou de extrema esquerda. No mínimo, temos um grande problema de isenção nessa checagem.

Temos de ficar muito atentos e vigilantes. Porque o próximo passo é o cerceamento da liberdade de expressão. Perfis com viés conservador ou liberal podem ter sua capacidade de distribuição limitada, inclusive ter mais dificuldades para patrocinar seus conteúdos.

O que vem a partir daí? Parece óbvio que a visão da grande mídia, dos partidos socialistas e da nossa oligarquia cultural irá prevalecer. Não querem que as pessoas tenham diversidade de opinião. É preocupante, sim, termos essa mão de ferro contra quem defende valores conservadores e um Estado menos paternalista.

As vitórias de candidatos mais à direita no espectro político ligou o sinal de alerta nos jantares intelectuais. Não se trata de trocar o monopólio cultural da esquerda pelo da direita. Trata-se de colocar na mesa opiniões e visões de mundo completamente diferentes. Esta é a riqueza do debate.

Até porque a verdade não tem dono. A livre opinião é garantida pelo regime democrático. Agências de checagens, mídias sociais globais ou a grande mídia podem tentar, mas não vão calar as vozes discordantes. Se o indivíduo é a menor das minorias, cada um vai tomar para si a responsabilidade de defender um país melhor. Esta é a bandeira de todos nós.

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